
Os vereadores da base governista de Vargem Grande, liderados pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Thiago Braz (PP), protagonizaram uma verdadeira força-tarefa para aprovar o Projeto de Lei que autorizava o pagamento do rateio das sobras dos 70% do Fundeb. A matéria foi apreciada e aprovada em sessão extraordinária realizada na última segunda-feira, dia 29.
A mobilização da base ocorreu após garantias dadas pelo prefeito Preto (PP), que assegurou que o rateio seria feito de forma “justa” e que os servidores contratados, muitos deles indicados por vereadores aliados, também seriam contemplados com o pagamento.
No entanto, o que se seguiu foi um cenário de frustração e revolta entre os parlamentares governistas.
A sessão extraordinária que aprovou o projeto ocorreu cercada de questionamentos. Entre os problemas apontados estão a ausência de convocação formal pelo Executivo dentro do prazo regimental de 72 horas, além da convocação e fixação no mural da Casa de Leis não terem seguido os procedimentos exigidos pelo regimento interno. Ainda assim, confiando na palavra do prefeito, os vereadores realizaram a sessão, que contou com a participação virtual dos 15 edis, e aprovaram o projeto por unanimidade.
Pouco tempo depois, veio a surpresa negativa: para a revolta da base aliada o acordo não foi cumprido e o desânimo já começou a bater em alguns durante o jantar de confraternização d Câmara Municipal realizado no povoado Andirobal, quando a informação do “zignal” começou a circular de “pé de ouvido”, enquanto isso Preto e seu patrão CB desdenhavam presencialmente da cara dos aliados que ainda pousaram para as fotografias com a dupla.
A situação se agravou ainda mais quando, no dia seguinte, foi confirmada oficialmente a exclusão dos contratados indicados pelos vereadores do pagamento do rateio.
Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão representa o primeiro “recado” político do grupo liderado por CB e executado pelo prefeito Preto aos aliados, já mirando o cenário eleitoral de 2026. A exclusão do rateio seria apenas o início, com a possibilidade de novos desgastes envolvendo a renovação de contratos temporários no próximo ano.
O clima agora é de desconfiança e tensão dentro da base governista. Resta saber até que ponto os vereadores aliados continuarão sustentando politicamente um governo que, na avaliação de muitos, rompeu acordos e expôs publicamente seus próprios apoiadores.



